Meu avô materno é patrono de uma escola municipal em Lorena-SP, a qual recebeu seu nome: Ruy Brasil Pereira. No último dia 18 de junho de 2024, houve uma homenagem ao patrono da escola, e minha família e eu fomos convidados.
O evento foi preparado para que
as crianças, alunos dessa escola, apresentassem, cada grupo a seu modo e
respeitando a faixa etária, uma homenagem a nós. Minha mãe me fez o convite e,
imediatamente, priorizei isso em minha rotina. Nossa família, por parte
materna, é muito pequena, e logo pensei que, se não fosse, perderia algo
grande.
A chegada na escola foi
impactante. Logo vi uma placa muito grande com o nome do meu avô, e ali já
comecei a me emocionar.
Ao redor, havia poucos carros, ou praticamente nenhum. Pensei: será que o evento vai ocorrer? Minha mãe tinha me dito que poderia haver a presença do prefeito e de pessoas “famosas” da cidade, mas não havia nenhum carro ao redor.
Entrei na escola e me apresentei. Logo veio a Evanise, responsável pela escola, e começou a me mostrar os murais com várias atividades dos alunos de cada série, com fotos do meu avô de todas as formas e jeitos. A emoção começou a tomar conta de mim. Pensei: não posso começar a chorar agora, e segurei firme!
A emoção aumentava a cada passo no corredor da escola, visualizando os murais. Que primor! Comecei a perceber que aqueles quase 500 alunos sabiam mais sobre seu patrono, meu avô, do que eu. E é natural, pois o perdi quando tinha apenas 8 anos de idade e nunca mais revisitei sua história a fundo. A convivência com ele foi intensa, sim, mas por pouco tempo.
Olhe só o primor do desenho da escola onde ele foi diretor
por anos!
Só esse passeio pelo corredor já valera a minha ida até lá, mas era apenas o começo!
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